A pouco menos de dois meses das datas comemorativas do final do ano, os supermercadistas com lojas no Ceará já se preparam para atender a demanda de consumidores nesta época do ano. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, detentor das bandeiras Pão de Açúcar, Extra e Assaí, anunciou que a expectativa de crescimento, em comparação ao ano anterior, é de 30%.
Já nos produtos sazonais, a expectativa é de que os vinhos cresçam 15%; as frutas secas 37%; os panetones 25%; e os peixes 10%. Em artigos de decoração natalina, como árvores de Natal, bonecos, presépios e enfeites de mesa, o percentual é de nada menos do que 70% de alta nas vendas. Estarão disponíveis ao consumidor cerca de 260 itens nesse segmento.
Paulo Ângelo Cardillo, superintendente da Super Rede, associação de supermercados composta pelos Super Lagoa, Super do Povo, Super Polar, Super Frangolândia, Pinheiro Supermercados e Compre Certo Supermercados, disse que espera um crescimento de vendas em torno de 10%. "Nas prateleiras, já estamos vendendo panetones, vinhos, champagnes, frutas secas e outros produtos típicos de Natal", disse. Cardillo também adiantou que alimentos como aves e suínos já foram comprados e devem estar à venda nos próximos dias.
Nas lojas do Carrefour, a aposta é nos panetones, tanto os de marca própria, como os de outras marcas. A rede já vende uma edição especial trufada da Bauducco, além de outra exclusiva com o nome do Carrefour na embalagem.
Fonte: Diário do Nordeste
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Carrefour testará conceitos do Planet no Brasil
Conforme adiantou o Portal SM, na semana passada, o Carrefour vai reinaugurar um hipermercado, em Santo André, ABC paulista, com uma série de alterações para que fique nos moldes de sua bandeira Carrefour Planet, hoje, com 50 unidades na Europa. Foram quase dois meses de reforma da loja, que deve servir como padrão para novas reinaugurações pelo País. Na região do ABC, a unidade já foi apresentada aos moradores como "um novo conceito de hipermercado".
É um projeto piloto e, como tal, tudo foi feito discretamente e há várias referências ao modelo do Carrefour Planet, uma das principais apostas do grupo para fazer a empresa voltar a crescer no mundo. Sites especializados em varejo na Europa comentaram a reforma da loja como sendo a porta de entrada do Brasil no modelo Planet.
As similaridades da unidade de Santo André com o formato Planet são visíveis. As áreas internas da loja no Brasil (mercado, eletro, beleza, entre outros) são identificadas em grandes telas coloridas presas ao teto, com o nome das áreas impresso nelas. Essas identificações em Santo André são semelhantes às das lojas na Europa. Cada área tem uma cor diferente, e até o tipo de cor escolhida para cada departamento é o mesmo das unidades na Europa.
A iluminação na ala de frutas, verduras e legumes é feita por estruturas similares às das lojas na França, com vários spots de luz branca presos ao teto. Ainda foi criada uma área chamada "espaço kids", existente no Carrefour Planet. Esse espaço ficou pronto há 15 dias. Além disso, segundo estratégia do grupo, as lojas Planet focam mais categorias como alimentos frescos e produtos para bebês, e ambas as áreas já aumentaram de tamanho em Santo André.
Essa reformulação é uma iniciativa importante por conta do histórico recente da rede no País. O Carrefour no Brasil estava sendo cobrado pela matriz para que abraçasse o projeto mundial de reestruturação dos hipermercados no mundo. Procurada, a companhia nega que as mudanças na unidade tenham seguido o formato Planet e ressalta que o modelo não deve ser trazido ao País.
Fonte: Valor Econômico
É um projeto piloto e, como tal, tudo foi feito discretamente e há várias referências ao modelo do Carrefour Planet, uma das principais apostas do grupo para fazer a empresa voltar a crescer no mundo. Sites especializados em varejo na Europa comentaram a reforma da loja como sendo a porta de entrada do Brasil no modelo Planet.
As similaridades da unidade de Santo André com o formato Planet são visíveis. As áreas internas da loja no Brasil (mercado, eletro, beleza, entre outros) são identificadas em grandes telas coloridas presas ao teto, com o nome das áreas impresso nelas. Essas identificações em Santo André são semelhantes às das lojas na Europa. Cada área tem uma cor diferente, e até o tipo de cor escolhida para cada departamento é o mesmo das unidades na Europa.
A iluminação na ala de frutas, verduras e legumes é feita por estruturas similares às das lojas na França, com vários spots de luz branca presos ao teto. Ainda foi criada uma área chamada "espaço kids", existente no Carrefour Planet. Esse espaço ficou pronto há 15 dias. Além disso, segundo estratégia do grupo, as lojas Planet focam mais categorias como alimentos frescos e produtos para bebês, e ambas as áreas já aumentaram de tamanho em Santo André.
Essa reformulação é uma iniciativa importante por conta do histórico recente da rede no País. O Carrefour no Brasil estava sendo cobrado pela matriz para que abraçasse o projeto mundial de reestruturação dos hipermercados no mundo. Procurada, a companhia nega que as mudanças na unidade tenham seguido o formato Planet e ressalta que o modelo não deve ser trazido ao País.
Fonte: Valor Econômico
terça-feira, 25 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Atacadão já representa 50% das vendas do Carrefour
O atacarejo também está perto de ser responsável por 75% do lucro da rede no Brasil. Isso representa uma mudança profunda no perfil da rede francesa conhecida globalmente por seus hipermercados.
Lars Olofsson, presidente mundial do Carrefour, disse ontem, 16/08, em visita ao Brasil, que sua companhia se divide em duas no País: há os hipermercados e há o Atacadão. O primeiro formato, nas palavras dele, "não evolui" como gostaria. Já o segundo é classificado como "um ótimo negócio", com taxa de crescimento superior a 20%. "Por isso, a cadeia de atacado vai ser mais e mais importante nas nossas vendas", destacou.
ExpansãoNo Brasil, o Carrefour já conta com 108 hipermercados e 49 supermercados de bairro. Sob a bandeira Atacadão, possui 74 lojas. Até o fim deste ano, serão abertos 17 novos pontos da bandeira. Desse total, seis são antigas lojas Carrefour convertidas em atacarejo.
Segundo Olofsson, outras quatro ou cinco lojas ainda devem passar pelo mesmo processo. "Estamos acelerando o crescimento nesse formato. No ano passado, abrimos 12 lojas do Atacadão", diz.
A experiência brasileira animou tanto os franceses que já teve início o processo de expansão internacional da bandeira. Hoje, a rede tem quatro lojas na Colômbia e vai abrir a segunda na Argentina em novembro.
No início do ano passado, Olofsson chegou a cogitar estender o modelo Atacadão para o mercado francês – o alvo seriam os hipermercados mais tradicionais e problemáticos da rede. O projeto não vingou porque a regulamentação francesa não permite a venda, em uma mesma loja, para pessoas físicas e jurídicas. Agora, o plano é adaptar o Atacadão para as operações do Carrefour na Ásia.
Lars Olofsson, presidente mundial do Carrefour, disse ontem, 16/08, em visita ao Brasil, que sua companhia se divide em duas no País: há os hipermercados e há o Atacadão. O primeiro formato, nas palavras dele, "não evolui" como gostaria. Já o segundo é classificado como "um ótimo negócio", com taxa de crescimento superior a 20%. "Por isso, a cadeia de atacado vai ser mais e mais importante nas nossas vendas", destacou.
ExpansãoNo Brasil, o Carrefour já conta com 108 hipermercados e 49 supermercados de bairro. Sob a bandeira Atacadão, possui 74 lojas. Até o fim deste ano, serão abertos 17 novos pontos da bandeira. Desse total, seis são antigas lojas Carrefour convertidas em atacarejo.
Segundo Olofsson, outras quatro ou cinco lojas ainda devem passar pelo mesmo processo. "Estamos acelerando o crescimento nesse formato. No ano passado, abrimos 12 lojas do Atacadão", diz.
A experiência brasileira animou tanto os franceses que já teve início o processo de expansão internacional da bandeira. Hoje, a rede tem quatro lojas na Colômbia e vai abrir a segunda na Argentina em novembro.
No início do ano passado, Olofsson chegou a cogitar estender o modelo Atacadão para o mercado francês – o alvo seriam os hipermercados mais tradicionais e problemáticos da rede. O projeto não vingou porque a regulamentação francesa não permite a venda, em uma mesma loja, para pessoas físicas e jurídicas. Agora, o plano é adaptar o Atacadão para as operações do Carrefour na Ásia.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Walmart lança página em parceria com o Facebook
Na última terça-feira, 11/10, a rede Walmart lançou o My Local Walmart, uma página em parceria com o Facebook. Com ela, a companhia saberá o que está acontecendo em diversas lojas.
Cerca de 3.500 unidades do Walmart deverão enviar duas mensagens por semana aos seguidores da varejista no Facebook sobre novos produtos e descontos.
A empresa vem intensificando investimentos em comércio eletrônico e redes sociais, para tentar competir mais efetivamente com seus rivais na internet, como a Amazon.com.
Fonte: Reuters
Cerca de 3.500 unidades do Walmart deverão enviar duas mensagens por semana aos seguidores da varejista no Facebook sobre novos produtos e descontos.
A empresa vem intensificando investimentos em comércio eletrônico e redes sociais, para tentar competir mais efetivamente com seus rivais na internet, como a Amazon.com.
Fonte: Reuters
Brasil é prioridade nos investimentos do Walmart para 2012
De Nova York, nos Estados Unidos, a rede varejista norte-americana Walmart divulgou seu plano de crescimento para o próximo ano fiscal, afirmando que o principal objetivo é o crescimento das vendas no conceito mesmas lojas, além da inauguração de novas lojas, por meio de investimentos de capital disciplinados e mais produtivos.
"Continuamos a priorizar investimentos em mercados emergentes como Brasil, China e México", disse Doug McMillon, executivo-chefe e presidente do Walmart International. "Continuamos focados no crescimento e na melhora dos nossos retornos gerais. Vamos construir escala nos mercados existentes e estudar aquisições para entrar em novos mercados de maior crescimento", acrescentou.
A companhia também quer reduzir as despesas operacionais, como percentagem das vendas, nos próximos cinco anos. O grupo elevou a previsão de despesas de capital, para o atual ano fiscal (que termina em 31 de janeiro de 2012), para a faixa entre US$ 13 bilhões e US$ 14 bilhões. Na Walmart International esses investimentos ficarão entre US$ 4 bilhões e US$ 4,5 bilhões, subindo para US$ 4,5 bilhões a US$ 5 bilhões no próximo ano fiscal.
Fonte: Portal Exame
"Continuamos a priorizar investimentos em mercados emergentes como Brasil, China e México", disse Doug McMillon, executivo-chefe e presidente do Walmart International. "Continuamos focados no crescimento e na melhora dos nossos retornos gerais. Vamos construir escala nos mercados existentes e estudar aquisições para entrar em novos mercados de maior crescimento", acrescentou.
A companhia também quer reduzir as despesas operacionais, como percentagem das vendas, nos próximos cinco anos. O grupo elevou a previsão de despesas de capital, para o atual ano fiscal (que termina em 31 de janeiro de 2012), para a faixa entre US$ 13 bilhões e US$ 14 bilhões. Na Walmart International esses investimentos ficarão entre US$ 4 bilhões e US$ 4,5 bilhões, subindo para US$ 4,5 bilhões a US$ 5 bilhões no próximo ano fiscal.
Fonte: Portal Exame
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Varejo espera fechar 2011 com alta de 10% nas vendas
Dados do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo) revelam que o comércio varejista deve encerrar o ano de 2011 com um crescimento de 10% nas vendas em comparação a 2010.
Para o próximo ano, o instituto prevê uma alta na mesma proporção de 2011 em função do aumento da renda, crescimento da economia e expansão do emprego. Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, afirmou que fará de tudo para chegar ao fim de 2012 com uma inflação em 4,5%.
Segundo os especialistas, a disposição do governo em colocar a inflação no centro da meta em 2012 deve ter impacto no varejo, pois impede o setor de repassar aumento de custos ao consumidor.
Fonte: O Estado de São Paulo
Para o próximo ano, o instituto prevê uma alta na mesma proporção de 2011 em função do aumento da renda, crescimento da economia e expansão do emprego. Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, afirmou que fará de tudo para chegar ao fim de 2012 com uma inflação em 4,5%.
Segundo os especialistas, a disposição do governo em colocar a inflação no centro da meta em 2012 deve ter impacto no varejo, pois impede o setor de repassar aumento de custos ao consumidor.
Fonte: O Estado de São Paulo
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Sócio do Pão de Açúcar planeja expansão na América do Sul
O Grupo Casino, sócio da rede Pão de Açúcar no Brasil e terceiro maior varejista da França, planeja expandir suas operações em países de língua espanhola na América Latina e Central, o que inclui países como Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, República Dominicana, Panamá e outros países da América do Sul. A ideia é realizar tal expansão por meio de aquisições feitas por sua unidade Almacenes Éxito, localizada na Colômbia.
A Éxito, da qual o Casino detém 54,8% das ações, levantou 1,3 bilhão de dólares com a venda de novas ações na bolsa colombiana e agora planeja utilizar esse dinheiro para o pagamento de uma aquisição no Uruguai. A empresa também espera abrir até 100 lojas na Colômbia e tem um plano de três anos para expansão.
Segundo o Casino, a Êxito está sendo um ponto de apoio para se tornar um dos principais players da região, onde compete com o rival francês Carrefour, a norte-americana Walmart e a chilena SACI Falabella. A companhia também se beneficiou dos problemas sofridos pelo Carrefour. O Casino chegou a comprar os ativos do Carrefour na Tailândia no ano passado e, no início deste ano, bloqueou a tentativa da rival de se unir com o Pão de Açúcar.
Por razões regulatórias, a Éxito poderá somente assumir lojas pequenas ou independentes localmente, porque já controla 42% da indústria formal de varejo. A rede deverá crescer, em 2012, à medida que a economia do país deverá se expandir entre 4,5% e 5%.
Fonte: O Estado de São Paulo
A Éxito, da qual o Casino detém 54,8% das ações, levantou 1,3 bilhão de dólares com a venda de novas ações na bolsa colombiana e agora planeja utilizar esse dinheiro para o pagamento de uma aquisição no Uruguai. A empresa também espera abrir até 100 lojas na Colômbia e tem um plano de três anos para expansão.
Segundo o Casino, a Êxito está sendo um ponto de apoio para se tornar um dos principais players da região, onde compete com o rival francês Carrefour, a norte-americana Walmart e a chilena SACI Falabella. A companhia também se beneficiou dos problemas sofridos pelo Carrefour. O Casino chegou a comprar os ativos do Carrefour na Tailândia no ano passado e, no início deste ano, bloqueou a tentativa da rival de se unir com o Pão de Açúcar.
Por razões regulatórias, a Éxito poderá somente assumir lojas pequenas ou independentes localmente, porque já controla 42% da indústria formal de varejo. A rede deverá crescer, em 2012, à medida que a economia do país deverá se expandir entre 4,5% e 5%.
Fonte: O Estado de São Paulo
Gigantes do setor preferem explorar novos territórios a cortar custos
A informação consta num relatório apresentado no "World Retail Congress", considerado o mais importante evento global do setor varejista, que aconteceu na semana passada, em Berlim, na Alemanha. O levantamento, realizado com os 100 presidentes ou diretores de grandes varejistas - incluindo Walmart, Carrefour, Casino, Metro, Tesco e Ikea (estas últimas três ainda não tem lojas no Brasil) - mostra que 56% das companhias acreditam que a expansão internacional é fundamental para o futuro crescimento. A ampliação de margens é citada por 47% e a redução de gastos por 26%. As respostas são de múltipla escolha.
Mauricio Morgado, consultor ligado ao GVcev, o Centro de Excelência em Varejo da FGV-Eaesp, destaca que explorar novos territórios é quase uma questão de sobrevivência no setor. Segundo Antonio Coriolano, sócio da Retail Consulting, lojas recém inauguradas em mercados emergentes crescem a uma velocidade muito maior do que as lojas antigas em qualquer país.
Ainda de acordo com o relatório, entre aqueles que priorizam a busca por novos mercados, 58% pensam em fazê-lo por meio da abertura de lojas físicas, 28% preferem se expandir internacionalmente pela criação de sites de venda on-line e 14% por meio de outra estratégia (não especificada no relatório).
A necessidade de avaliar novos mercados no exterior só tem uma importância menor do que o desenvolvimento do comércio eletrônico (67%) e o aprimoramento do portfólio de produtos nas lojas (63%). Alguns líderes desse segmento têm deixado claro essa questão nos últimos tempos - e citado o Brasil nesse contexto.
O Walmart mencionou diversas vezes o país em encontro com analistas estrangeiros em setembro. "Nós temos o grupo dos 'big three' (formado por México, Canadá e Reino Unido) que são uma grande parte da nossa venda. E o que nós temos de fazer é mudar o "big three" para "big five" tão rápido quanto nós pudermos, com China e Brasil atingindo níveis mais elevados de lucro operacional nos próximos anos", disse aos analistas Doug McMillon, presidente do Walmart International.
Oportunidade de expansãoEntre os 100 executivos ouvidos na pesquisa, 10 escolheram a China como o país com as maiores oportunidades de expansão. Em seguida estão, nessa ordem, Rússia, India, Egito e Brasil. Três por cento dos executivos citaram o Brasil como foco de investimento. Aparentemente não é uma taxa alta (Rússia aparece com 5% e Índia, 4%), mas diversos países são citados e as escolhas se pulverizaram.
Apesar da expectativa de chegada de novas redes no país (a cadeia de vestuário Topshop e a pizzaria Papa John's chegam a partir de 2011) ainda há resistências. A GAP nunca veio, a H&M pensou e desisitiu, assim como a Tesco. "As barreiras de importação ainda assustam as lojas. Além disso, a China ainda ganha pelo tamanho do mercado consumidor", disse Morgado.
Fonte: Valor Econômico
Mauricio Morgado, consultor ligado ao GVcev, o Centro de Excelência em Varejo da FGV-Eaesp, destaca que explorar novos territórios é quase uma questão de sobrevivência no setor. Segundo Antonio Coriolano, sócio da Retail Consulting, lojas recém inauguradas em mercados emergentes crescem a uma velocidade muito maior do que as lojas antigas em qualquer país.
Ainda de acordo com o relatório, entre aqueles que priorizam a busca por novos mercados, 58% pensam em fazê-lo por meio da abertura de lojas físicas, 28% preferem se expandir internacionalmente pela criação de sites de venda on-line e 14% por meio de outra estratégia (não especificada no relatório).
A necessidade de avaliar novos mercados no exterior só tem uma importância menor do que o desenvolvimento do comércio eletrônico (67%) e o aprimoramento do portfólio de produtos nas lojas (63%). Alguns líderes desse segmento têm deixado claro essa questão nos últimos tempos - e citado o Brasil nesse contexto.
O Walmart mencionou diversas vezes o país em encontro com analistas estrangeiros em setembro. "Nós temos o grupo dos 'big three' (formado por México, Canadá e Reino Unido) que são uma grande parte da nossa venda. E o que nós temos de fazer é mudar o "big three" para "big five" tão rápido quanto nós pudermos, com China e Brasil atingindo níveis mais elevados de lucro operacional nos próximos anos", disse aos analistas Doug McMillon, presidente do Walmart International.
Oportunidade de expansãoEntre os 100 executivos ouvidos na pesquisa, 10 escolheram a China como o país com as maiores oportunidades de expansão. Em seguida estão, nessa ordem, Rússia, India, Egito e Brasil. Três por cento dos executivos citaram o Brasil como foco de investimento. Aparentemente não é uma taxa alta (Rússia aparece com 5% e Índia, 4%), mas diversos países são citados e as escolhas se pulverizaram.
Apesar da expectativa de chegada de novas redes no país (a cadeia de vestuário Topshop e a pizzaria Papa John's chegam a partir de 2011) ainda há resistências. A GAP nunca veio, a H&M pensou e desisitiu, assim como a Tesco. "As barreiras de importação ainda assustam as lojas. Além disso, a China ainda ganha pelo tamanho do mercado consumidor", disse Morgado.
Fonte: Valor Econômico
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