sábado, 25 de maio de 2013

Brasileiro vê situação positiva da economia, aponta pesquisa

A inflação alta e o crescimento pouco exuberante não abalam a percepção do brasileiro de que a economia vai bem e continuará a melhorar. Segundo pesquisa divulgada ontem pelo Pew Research Center com informações sobre 39 países, 59% dos brasileiros dizem que a situação econômica do país é boa e 79% acreditam que ela ficará ainda melhor nos próximos 12 meses. A avaliação sobre a situação econômica pessoal é ainda mais positiva - 74% afirmam que ela vai bem e 88% apostam que ficará melhor nos próximos 12 meses, o percentual mais alto entre todos os países pesquisados.

"O desempenho das economias emergentes como Brasil e China, que passaram pela crise de 2008, ajuda a explicar a avaliação positiva dos cidadão desses países sobre o estágio atual da economia e a confiança no futuro", diz o diretor associado do projeto de atitudes globais do Pew, Richard Wike. Na China, 80% dos entrevistados acredita que a situação econômica vai melhorar nos próximos 12 meses.

Os brasileiros e chineses também são confiantes no futuro quando questionados a comparar a vida dos filhos com a dos pais. No Brasil, 79% dos entrevistados acreditam que ela será melhor, muito próximo aos 82% da China.

O quadro contrasta com os países avançados, especialmente na Europa - 90% dos franceses veem um futuro pior para os seus filhos. Nos EUA, 62% dizem que os filhos terão uma vida pior que os pais.

Ao apontar o principal problema que o governo deve enfrentar, 46% dos brasileiros ouvidos na pesquisa apontaram a falta de oportunidades de emprego, ainda que a taxa de desocupação esteja hoje nas mínimas históricas. É uma fatia bem superior aos 24% que pedem mais atenção aos preços em alta, mesmo num cenário em que a inflação segue perto do teto da meta, de 6,5%.

Apesar da redução da desigualdade de renda apontada por indicadores socioeconômicos nos últimos anos, 75% dos entrevistados no Brasil dizem que esse ainda é um grande problema, com 50% dizendo que a distância entre ricos e pobres tem aumentado.

A pesquisa do instituto, que entrevistou mais de 37,6 mil pessoas em 39 países, mostra que a maior parte da população dos emergentes considera boa a situação da economia de seus países, ao passo que a avaliação é muito negativa entre a maioria dos cidadãos de países avançados e moderadamente negativa nos países em desenvolvimento (um grupo que inclui nações como Paquistão, Egito, Gana, Bolívia, Filipinas).

Na Grécia, 1% dos entrevistados dizem que a economia vai bem. Na Itália, são 3%. Entre as economias avançadas, porém, há populações que veem como favorável a situação econômica atual. Na Alemanha, essa parcela bate em 75%. Nos EUA, só um terço dos entrevistados vê a economia bem.



Veículo: Valor Econômico
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Redes pequenas preocupam mais que as grandes, afirma Enéas Pestana

Para o presidente do Grupo Pão de Açúcar, a principal concorrência a ser superada nos planos de expansão da rede são os supermercados regionais. “As grandes redes têm os mesmos problemas que a gente. Mas, nas microrregiões, o 'player' local dá um trabalho danado. A loja copia tudo o que o grande faz e pode até dar uma melhorada”, afirmou Enéas em entrevista à Folha de S. Paulo.
Enéas explica que, apesar de não possuírem o mesmo poder de investimentos das grandes companhias, as redes regionais possuem um contato mais direto com o consumidor e uma burocracia menor. “A maior vantagem é que o dono está lá, no chão de loja, operando, decidindo. Conhece o cliente pelo nome, e, se quebrar uma lâmpada, manda trocar e resolve tudo na hora”, exemplifica.
Para o presidente do GPA, a melhor forma de uma gigante disputar o público com essas redes é descentralizando as decisões. “É dando autonomia para o gerente e para as pessoas que estão na ponta, lidando com os clientes. Descentralização com responsabilidade, limites e controle. É assim que tem de ser.
Investimentos
Enéas Pestana também comentou os planos de expansão do GPA, anunciados em abril, que devem movimentar R$ 2 bilhões. Segundo o executivo, cerca de 70% do valor deve ir para novas lojas com foco nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. “No Sul, não devemos ampliar, é um mercado mais difícil, onde os supermercados regionais têm mais força”, explica.
Ele também reiterou que a maior parte dos aportes deve ir para as bandeiras Assaí e Minimercado Extra. “São os dois formatos em que estamos investindo mais. Não porque a gente acredita mais neles, mas pelo momento ser favorável”, destaca o presidente do GPA.
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo