sexta-feira, 28 de junho de 2013

Cencosud prevê “crescimento orgânico e mais aquisições” no Brasil

A expansão do grupo varejista chileno não deve parar tão cedo. Segundo o jornal do país de origem da empresa, Diário Financiero, o Cencosud está planejando "crescimento orgânico e mais aquisições" no Brasil, além de novas operações no Peru e na Colômbia.
A perspectiva de expansão no Brasil é decorrente do recente aumento do poder aquisitivo e ampliação da classe média no País, da redução da informalidade e da iminência de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Recentemente, o Cencosud trouxe seu escritório central para a cidade de São Paulo, sinalizando possíveis atos de expansão no maior mercado do País. Além disso, a venda de metade da sua operação internacional de crédito ao Itaú aumentou o caixa da empresa.
Há vozes céticas, no entanto, quanto a novas aquisições por parte do grupo. "Não cremos que, por enquanto, a empresa esteja tentando realizar novas aquisições. É mais relevante no momento a consolidação das últimas compras, principalmente as aquisições de supermercados no Brasil realizadas nos últimos anos”, afirma a chilena Verónica Perez, analista da corretora do BCI e gestora de ativos.
Fonte: Valor Econômico
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo

terça-feira, 25 de junho de 2013

Atacarejos e lojas pequenas são os campeões de vendas


Duas tendências confirmadas e uma surpresa. É o que aponta a análise dos resultados de cada formato de loja em 2012, segundo pesquisa de SM. Acertou quem apostou em mais crescimento de atacarejos e supermercados – sobretudo os pequenos. Porém se enganou quem considerava barbada a queda dos hiper: o formato reverteu a sequência negativa e elevou seu faturamento em 3,1%. Embora tenham perdido a imagem de preço baixo para os atacarejos desde meados de 2007, os hiper somaram R$ 55 bilhões em faturamento no ano passado. O resultado positivo é, em boa parte, reflexo dos investimentos dos gigantes. Um exemplo vem do Walmart, pioneiro na criação de hiper compactos no Brasil. No intervalo de um mês, no 4º trimestre do ano passado, a rede inaugurou cinco hipermercados: em Toledo (PR), Bagé (RS), Volta Redonda (RJ) e nas mineiras Passos e Patos de Minas. Da mesma forma, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) inaugurou nos últimos dois anos unidades do Extra Hiper em locais onde acredita haver espaço para o modelo. Em 2012 foram 6 novas lojas, 3 no interior paulista – uma das regiões onde o consumo mais crescerá até 2020 –, além de Várzea Grande (MT), Natal (RN) e Fortaleza (CE). Resultado: as vendas no formato tiveram alta real de 3,5%. A rede também iniciou a implantação de restaurantes, sempre próximos às rotisserias. A ideia é se adequar às necessidades do novo consumidor. "Queremos que ele encontre uma opção para comer fora, o que vai gerar fluxo maior de clientes nas lojas", afirma José Roberto Tambasco, vice-presidente da companhia. É um erro, portanto, menosprezar os hiper, ainda que seja cedo para cravar a recuperação do formato. Afinal, ele sofre com o novo comportamento do brasileiro – que prefere compras pequenas perto de casa, além de não ter resolvido a crise de identidade por deixar de ser a única alternativa de preço baixo. Entre os caminhos possíveis para o futuro do formato estão a valorização do mix do bazar – sobretudo dos itens eletroeletrônicos e de informática – e, principalmente, a expansão para regiões e cidades onde não há saturação de mercado, a exemplo do que vêm fazendo Walmart e GPA. Para Paulo Vicente Alves, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral, as regiões Nordeste e Centro-Oeste podem ser um bom alvo para o formato. Dados do Ranking de Supermercados confirmam que essas regiões lideraram o crescimento do formato em 2012: no Nordeste a alta real de faturamento foi de 14%, enquanto no Centro-Oeste os hiper cresceram 12,9%. Para efeito de comparação, vale lembrar que no Sudeste o crescimento foi de apenas 3,7%.
Com custos mais baixos e a vantagem de atender, além do consumidor final, pequenos varejistas e transformadores, o atacarejo segue trajetória de crescimento. Em 2012 cresceu 16,7%. Miguel Angelo Hemzo, professor do curso de marketing da USP, explica que os preços baixos agradam a comerciantes e também ao público, sobretudo da classe C. "O volume é puxado pelas vendas aos pequenos varejistas e complementado pelo consumidor", diz.
Estudo da Kantar Worldpanel mostra que no ano passado 12,4 milhões de lares brasileiros fizeram compras no atacarejo, 26% mais do que em 2011. A pesquisa mostra ainda que 7 milhões de shoppers de hipermercados compram também no atacarejo. Em 2009 eram 5 milhões. O atacarejo vive atualmente um processo de amadurecimento, marcado pelo reposicionamento e ajuste da operação. No ano passado, por exemplo, o GPA, dono da bandeira Assaí, elegeu os pequenos comerciantes como público-alvo e desistiu de seções como padaria. Elevou ainda a presença de marcas líderes no sortimento. Já a rede Bahamas, de Minas Gerais, que trabalhava mais no atacado, optou também por atrair o consumidor final. Hoje, as três lojas de atacarejo da bandeira Bahamas Mix trazem vantagens para cada público. "Os transformadores e pequenos varejistas foram beneficiados por descontos em progressão, no conceito de quanto mais compras, mais economia", explica Jovino Campos, diretor comercial. Já o consumidor final passou a ter acesso a faixas de preço definidas de acordo com a quantidade adquirida. A diferença é que não há necessidade de levar uma caixa inteira para obter desconto. "Ao comprar uma unidade, o cliente paga o preço de varejo, já ao adquirir 6 unidades, tem desconto proporcional ao volume", exemplifica o diretor. No ano passado o atacarejo do Bahamas cresceu quase o triplo da média do grupo. Para este ano, estão previstas três inaugurações, duas na região da Zona da Mata e uma em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Com 7,9% de crescimento, o formato supermercado também supera a média do setor (7,6%). Destaque para as lojas pequenas – com até 6 checkouts –, responsáveis por uma alta de 23% nas vendas. "A vantagem dessas lojas é estar dentro dos bairros e conhecer de perto o público", explica Paulo Pacheco, consultor e professor do Ibmec. No interior de Sergipe, o supermercado Prado Vasconcelos conta com duas lojas de cerca de 300 m2 cada e com outra de mil m2. Ao observar que o ganho de renda da população gerava oportunidades, Manuel Prado Vasconcelos Filho, diretor-presidente, decidiu reformar a loja maior, que passou a contar com lanchonete e restaurante. Tudo para atender melhor o público e, claro, melhorar o resultado do negócio. Não deu outra: em 2012 as vendas tiveram alta real de 18%. Quem também investiu nas lojas pequenas de bairro foi a rede mineira BH. O sócio-diretor Pedro Lourenço de Oliveira conta que reformou 6 unidades no ano passado, instalando piso de granito, melhorando o layout e atualizando o sistema de informática. Concluídas as reformas, as vendas de cada supermercado cresceram entre 20% e 30%. "As classes C e D também querem loja bonita", constatou o empresário. Neste ano, a rede reformará mais 6 lojas e deve inaugurar outras seis, inclusive no interior. As vendas do BH tiveram crescimento real de 17,4% no último ano.
A verdade é que as pequenas lojas de bairro são hoje a melhor tradução do consumo da baixa renda. E o futuro promete muito mais.
Fonte: SM
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo

terça-feira, 18 de junho de 2013

Atacarejo tem preços até 37% mais baratos

Comprar mais barato é das melhores sensações que um consumidor pode ter. Quando a economia ocorre na aquisição de itens de alimentação presentes na lista de compras da maior parte dos lares, a alegria aumenta. Afinal, a conta do supermercado está entre as despesas inevitáveis para as famílias.

Assim, a equipe do Diário foi a campo para saber quanto se pode economizar ao encher o carrinho de supermercado. Foram pesquisados preços de 30 itens comuns de marcas líderes em loja virtual (site do Pão de Açúcar) e em unidades físicas, como o Carrefour, a Coop e atacarejos (mistura de atacado e varejo) como o Maxxi, o Tenda e Atacadão.

O resultado foi que a diferença de valores entre a compra mais cara (no varejo) e a mais barata (no atacado) atingiu R$ 47,60. Em termos percentuais, a compra no Pão de Açúcar saiu 37% mais cara do que a feita no Tenda.

“Frequento o supermercado mais próximo, porque é mais prático”, diz a moradora de São Bernardo, Carolina Fidelis de Souza, 27 anos. “Para famílias pequenas não vale a pena complicar. Melhor comprar onde é mais conveniente”, completa.

Embora não estejam na porta de casa, atacados sempre oferecem preços melhores, mesmo quando a aquisição é feita em quantidades pequenas, no varejo. <CW-26>Mas neste caso, o consumidor desembolsa um pouco mais, ainda assim, menos do que no varejo tradicional. Para se ter ideia, encher o carrinho com pequenas quantidades no Tenda gera desembolso R$ 10,53 maior do que nas compras em atacado. No Maxxi, a diferença é de R$ 3,63. E no Atacadão, R$ 2,78.

Para usufruir da economia máxima possível, o consumidor precisa encarar as grandes quantidades do atacado. Por exemplo, para aproveitar R$ 0,20 de economia por pacote da bolacha wafer é preciso comprar caixa com 22 unidades. No caso da mistura para bolo, a diferença entre atacado e varejo no mesmo local é de R$ 0,40 por item. A caixa vem com 12 bolos (todos do mesmo sabor).

Mas, é preciso ter critério para evitar desperdício. No caso da manteiga (200 g) é economia entre atacado e varejo chega a R$ 0,47 por unidade – o problema é que é preciso levar 30 barras para economizar. Considerando que o produto é perecível e depende de refrigeração, o consumidor tem de avaliar a viabilidade desta opção. Mas, há situações em que os supermercados surpreendem positivamente. Por exemplo, na compra da barra de chocolates Nestlé, o Carrefour apresentou o melhor preço: R$ 3,59, mais barato do que o dos atacarejos.

O custo dos alimentos vem pesando cada vez mais no orçamento das famílias. Entre maio de 2012 e deste ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu, em média, 6,5%.



Veículo: Diário do Grande ABC
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Brasil é o país mais atraente para investimentos no varejo

Um relatório da consultoria A.T. Kearney colocou, entre 30 países analisados, o Brasil como o mais promissor e atraente para investimentos no varejo. É a terceira vez consecutiva que o País fica no topo desse ranking, elaborado anualmente desde 2002.
O estudo aponta que, mesmo com a economia em baixa, o País ainda deve atrair muitos investimentos por, pelo menos, os próximos 5 anos. Eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas ajudam a tornar o Brasil mais interessante para investidores estrangeiros.
"Mais de 50% da população já pertence à classe média brasileira. Há um ambiente de estabilidade econômica e baixo desemprego que permite mais acesso ao crédito", explica Esteban Bowles, sócio da A.T. Kearney no Brasil.
Dos 30 países classificados na lista deste ano, 7 estão na América Latina: Brasil, Chile (2º lugar), Uruguai (3º), Peru (12º), Colômbia (18º), México (21º) e Panamá (22º).
Fonte: Folha de S. Paulo
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Atacados crescem com clientes que fogem da inflação

O setor atacadista vem avançando a uma velocidade maior do que em 2012, impulsionado, em parte, por uma demanda crescente de consumidores que tentam fugir da inflação comprando em maiores volumes e, assim, obtendo descontos. A conclusão é do jornal Valor Econômico após ouvir redes atacadistas instaladas no País.
A política agressiva de preços dos atacados em 2013 - reflexo do aumento da concorrência entre líderes de mercado - tem atraído mais tráfego, o que contribui para esse crescimento do setor. Os atacarejos são os que mais puxam essa expansão. O Assaí, do Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, cresceu 40% em maio. O Maxxi Atacado, do Walmart, 30%, segundo apuração do Valor.
Não é à toa que os atacarejos têm registrado expansão acima da média dos supermercados nos últimos anos. Em 2012, as vendas desse setor aumentaram num ritmo quase duas vezes maior que a dos super e hipermercados, conforme dados da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e da Abad (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores). Somente nos quatro primeiros meses deste ano, o ritmo foi quase três vezes superior. Enquanto os atacarejos tiveram alta real de 4,6%, os super e hipermercados avançaram 1,65%.
Para Rafael Vasquez, vice-presidente de atacado do Walmart Brasil, o consumidor está mais cauteloso em relação a gastos e atento a preços e o atacado acaba sendo favorecido nesse cenário. "Há ainda o fato de o setor não ter feito reajustes de preços consideráveis este ano, apesar da maior pressão em algumas categorias. Outro ponto favorável é a maior demanda de pequenas lojas de bairro, que se abastecem nos atacados", completa José do Egito Lopes Filho, presidente da Abad.
A desoneração da cesta básica também pesou a favor dos atacados em 2013. De acordo com Vasquez, "a isenção de impostos aumentou mais o tráfego e vendas dos itens de cesta básica nas lojas".
Preferência pelos atacados não para de crescer
Dados de uma pesquisa da Kantar Worldpanel, apresentada ao Walmart na semana passada, mostra que, em média, 500 mil novos lares passam a comprar todos os anos, de forma ativa, em redes de atacado no País.


Fonte: Valor Econômico
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Associativismo eleva em 50% as vendas no varejo alimentar da Paraíba

Ao atuar em forma de cooperativas, os mercadinhos e supermercados conseguem fazer compras em grande quantidade e, por isso, baratear o preço do produto para o consumidor final. Com isso, vendem mais, incrementam a renda mensal e expandem o negócio. O associativismo consegue incrementar o faturamento anual de seus filiados em até 50%. Além de diversificarem o mix de produtos ofertados e ampliarem seus estabelecimentos, os associados tornam-se mais competitivos.

A Rede Paraíba de Supermercados – que reúne 13 lojas espalhadas nas cidades da Grande João Pessoa e municípios próximos - como Sapé e Mari – é um bom exemplo. “Há três anos passamos a trabalhar dessa forma e neste tempo algumas lojas da rede aumentaram seu faturamento anual em até 50%, mas mesmo quem não atingiu este patamar também cresceu. No meu caso o aumento no faturamento foi de 20%. Hoje, já compramos diretamente das indústrias, tirando os atravessadores e conseguindo um melhor preço para os produtos”, afirmou Fábio Cabral de Araújo, presidente da rede.

Bethoven dos Santos, diretor de marketing da Rede Gente Econômica, que atua na região de Patos, Cajazeiras e Pombal, disse que quando começou a trabalhar com os 20 associados só teve ganhos. “Juntos conseguimos barganhar melhores preços com os fornecedores, tivemos acesso a prazos diferenciados de pagamentos e a promoções especiais. Temos sete anos de existência e todos os associados cresceram de forma coletiva”, frisou.

Santos disse ainda que a reunião dos empresários impulsionou a expansão. O negócio foi tão positivo que os associados já planejam implantar um Centro de Distribuição de Mercadorias.

Para Jucélio Sousa, vice-presidente da rede de supermercados Super Legal, a junção das 32 lojas do grupo trouxe, entre as vantagens mais competitividade aos associados. “Esta foi uma forma que encontramos para concorrer com as grandes  redes e aumentarmos nossa competitividade no mercado. Conseguimos baratear os nossos produtos, fazer negócio no atacado e comprar das indústrias”, afirmou Sousa.
Colaboração: C & A Consultoria de Varejo