quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Com 14 lojas fechadas, Carrefour conclui reestruturação no País

O fechamento de oito lojas Carrefour Bairro no interior paulista, noticiado pelo Portal SM na última segunda-feira, marcou o encerramento do processo de encolhimento da rede francesa no País.
Iniciado há cerca de um ano, o plano foi definido para elevar os resultados da rede com o fechamento de unidades deficitárias. Ao todo, foram encerradas as atividades de 14 lojas nas últimas duas semanas. O Carrefour é proprietário de 10 desses pontos comerciais – os outros 4 eram alugados. Segundo o jornal Valor Econômico, redes médias e grandes estudam a compra desses pontos. Entre os interessados, segundo a publicação, estariam Cencosud e Zaffari.
O Carrefour mantém hoje no Brasil 103 lojas de hipermercados, 41 supermercados e 74 unidades da bandeira de cash & carry Atacadão. Em relação ao mesmo período de 2010, a empresa perdeu 12 lojas de hipermercado e 8 de supermercado. Já o formato atacarejo, o mais rentável da empresa atualmente, passou de 59 lojas há um ano para 74 agora.
Das 14 lojas fechadas, 8 foram adquiridas há cerca de dois anos da antiga rede Gimenes, negociação na qual o Carrefour pagou R$ 45 milhões, valor que inclui duas unidades que continuam em operação na cidade São Carlos. “A Gimenes estava mal há pelo menos cinco anos. Quando o Carrefour comprou as lojas, sabia que a reestruturação levaria pelo menos dois anos. Faltou paciência porque faltou dinheiro. Eles precisam colocar a casa em ordem e não podem esperar mais”, afirmou um ex-executivo do Carrefour ao jornal Valor Econômico.
Fonte: Valor Econômico

domingo, 25 de setembro de 2011

Pão de Açúcar prevê abertura de 60 hiper e supermercados até 2014

O Grupo Pão de Açúcar, dentro de seu planejamento estratégico de expansão orgânica, para os anos de 2012 a 2014, projeta a expansão de 30 unidades do modelo hipermercados e outros 30 supermercados. A rede prevê também a abertura de 300 lojas do modelo de proximidade chamado Extra Fácil. Atualmente, o Grupo conta com 70 lojas desse modelo.

Após participar de evento sobre comunicação empresarial no varejo, realizado pelo Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o vice-presidente de Relações Corporativas da companhia, Hugo Bethlem, afirmou que a empresa foca na expansão de seu modelo de hipermercado, sobretudo nas regiões Nordeste e Centro-oeste do País. O grupo, diz ele, vem desenvolvendo estudos de reposicionamento de produtos dentro das áreas de seus hipermercado.

Um exemplo, é a área, em teste em um hipermercado de São Paulo, especializada em artigos esportivos. "Queremos levar esse piloto para mais cinco lojas em 2012". Outra iniciativa para a expansão de hipermercados é chegar em cidades com população a partir de 200 mil pessoas. "Há cinco anos só abrimos hipermercados em cidades com no mínimo 500 mil pessoas", disse Bethlem.

Em relação ao modelo de supermercado, a varejista também projeta um aumento de 30 unidades nos próximos três anos, divididas entre as bandeiras Extra e Pão de Açúcar. O executivo conta que essa expansão se dará não só em grandes capitais como em cidades de médio porte. Ele disse que o foco da companhia neste ano foram as conversões de lojas Compre Bem e Sendas, além do redesenho dessas unidades.

Quanto à abertura de 300 lojas parecidas com o modelo Extra Fácil, Bethlem afirma que esse modelo de lojas vem apresentando crescimento de vendas no conceito 'mesmas lojas' acima de 15%, porcentual superior ao de outras bandeiras do grupo. "Fizemos mudanças no formato do Extra Fácil nos últimos tempos, que resultaram no aumento da área de padaria e açougue. Além disso, ampliamos a área média de 200 m² a 250 m² para 300 m² a 350 m²", disse o executivo.

Para 2012, o foco será nas lojas de proximidade (Extra Fácil) e de "atacarejo" com as lojas do Assaí, que serão ampliadas em 60 unidades entre 2012 e 2014, de acordo com informação recente do presidente da companhia, Enéas Pestana.

Parceria com a Cyrella

O Grupo Pão de Açúcar lançou nesta semana o primeiro empreendimento imobiliário em parceria com uma incorporadora. A construção do Thera, uma torre com apartamentos residenciais, escritórios e um hotel, e ainda com uma loja de proximidade e uma drogaria da bandeira Extra na parte inferior do empreendimento, será de responsabilidade da Cyrella, em um terreno da varejista, no bairro do Butantã, em São Paulo. "É uma estratégia para trazer um maior retorno ao ativo", informou Bethlem.
Fonte: Agencia Estado

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Redes de varejo antecipam negociações para segurar preços da ceia

De olho nas vendas natalinas, as grandes redes de varejo anteciparam negociações com fornecedores, para garantir, aos brasileiros, produtos importados da ceia de Natal com preços similares aos do fim do ano passado. Assim, bacalhau, frutas secas, vinhos e azeites, em supermercados maiores, não vão sofrer os efeitos da alta do dólar - que, no ano, acumula valorização de 11,94%.

É o caso do Grupo Pão de Açúcar - com as bandeiras como Pão de Açúcar, Extra, Sendas e CompreBem - que encerrou as negociações há quase um ano. Com isso, a importação foi feita com um dólar mais baixo. A companhia espera ampliar em até 37% as vendas de frutas secas (noz, avelã e uva passa) frente a igual período do ano passado. A alta da oferta de vinhos deve ficar em torno de 15%. Já a expectativa para crescimento da venda de peixes, entre eles o bacalhau, é de 10%.

O estoque para o Natal já foi negociado e está praticamente todo pago. Não haverá alterações nos preços devido à alta do dólar. Se o dólar permanecer nesse patamar de R$ 1,80 por mais tempo, os efeitos para o consumidor devem começar a aparecer em janeiro e fevereiro. “Mas não acreditamos nisso: esse movimento do dólar não deve se sustentar”, disse Sandro Benelli, o diretor de Comércio Internacional do Grupo Pão de Açúcar. Apesar do porte menor do que a companhia de Abilio Diniz, a rede Zona Sul também fechou parte de suas encomendas para o Natal mais cedo e, com isso, os consumidores vão pagar praticamente o mesmo preço de 2010 por bacalhau, frutas secas, vinhos e azeites. Os panetones italianos já começaram a chegar nas lojas da rede.

“A alta do dólar neste momento não gera interferência. Os importados ainda deverão se manter atrativos ao consumidor em comparação aos nacionais”, disse Pietrangelo Leta, diretor do Zona Sul, que prevê expansão de 15% nas vendas dos artigos de fim de ano neste 2011.

Porém, nas pequenas lojas, os preços podem subir. Com dólar mais alto, há varejistas de pequenas redes de supermercados que preveem vender bacalhau até 20% mais caro. Frutas secas e vinhos até 15%. Os preços certamente vão subir. Com o dólar em alta, o bacalhau, por exemplo, pode ficar de 10% a 20% mais caro do que o que foi cobrado no fim do ano passado, disse Genival de Souza, diretor da rede Prezunic, acrescentando ainda que peru e chester também devem vir num patamar mais elevado do que no Natal de 2010. As negociações não começaram, mas já são esperados preços mais altos.
Fonte: O Globo - RJ

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Expansão das vendas em super e hipermercados chega a 2% em julho

A comparação é com o mês anterior e se refere a volume. Em relação a julho de 2010, a evolução foi de 4,5%. Nos primeiros sete meses, chegou a 3,9%. Já no acumulado dos últimos 12 meses o crescimento foi de 5,1%, de acordo com a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), divulgada nesta terça-feira, 13/09, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Essa expansão fez o setor puxar a alta de 1,4% no volume de vendas do comércio todo em julho ante junho. Nilo Lopes, técnico da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, explica que a melhora nas vendas dos supermercados se deve ao comportamento menos agressivo dos preços dos alimentos. "Não resta dúvida. Como é um item muito pesado, contribuiu muito mais para a taxa do que móveis e eletrodomésticos, que subiram 4,1%. Supermercados pesam três vezes mais", diz.
O técnico do IBGE ressaltou que o setor de móveis e eletrodomésticos vem mantendo taxas de crescimento semelhantes às do ano passado. "A mudança de posição da classe menos favorecida para uma classe mais alta resultou nesse aumento. Isso vem com uma demanda reprimida", afirmou.
Fontes: Redação SM e Agência Estado

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Em cinco anos, renda das mulheres cresce mais de 30%

Entre 2006 e 2011, a renda desse público subiu 30,8%. Por conta disso, as mulheres movimentam atualmente R$ 679,5 bilhões na economia brasileira. O ritmo de expansão foi bem maior do que o dos homens, que, no mesmo período, cresceu 22,7%. Mas eles continuam na frente quando o assunto é o valor da renda. Atualmente, movimentam cerca de R$ 1 trilhão. Os dados são de uma pesquisa da consultoria Data Popular, divulgada pelo jornal O GLOBO.
De acordo com o levantamento, mais anos de estudo, maior presença nas universidades, participação crescente no mercado de trabalho e aumento dos programas de transferência de renda explicam o salto dos ganhos das mulheres nos últimos cinco anos.
São as quase 53 milhões de mulheres da classe C que detêm quase metade da renda feminina do País. “As mulheres passaram a ser protagonistas do mercado de trabalho, do consumo, das decisões. Se a classe C cresceu, deve-se à importância da mulher. Uma relevância que ganha cada vez mais espaço ao aquecer o mercado interno em tempos de crise”, diz Renato Meirelles, diretor da Data Popular.
Potencial de consumoCom mais dinheiro na bolsa, a mulher também passou a ter ainda mais poder de decisão sobre as compras da família. Não à toa: seu potencial de consumo está em quase R$ 1,5 trilhão, o que é 106,2% mais do que em 2002.
Fonte: O Globo

Adolescentes e jovens adultos são novo alvo da indústria de chicletes

O mercado de chicletes fatura R$ 2,4 bilhões por ano no Brasil, mas os fabricantes sabem que não podem depender apenas do público infantil para elevar essa cifra. Entre outras razões, isso se deve ao fato de que a venda do produto já está proibida em lanchonetes escolares do Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo e também da cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Agora, a estratégia da indústria é se aproximar mais de adolescentes e jovens adultos.
“Com essa restrição, perdemos muitos pontos de venda que comercializavam balas”, afirma Vinícius Germano, gerente de gomas de mascar da Kraft, dona de marcas como Bubaloo, Trident, Chiclets e Clorets.
Segundo ele, há outros fatores envolvidos na aposta em um público mais velho. “Adolescentes e adultos pagam entre cinco e dez vezes mais para ter um produto de sabor inovador, em comparação ao que iriam desembolsar por um chiclete de bola”, diz.
No ano passado, a comercialização de chicletes “adultos” superou, pela primeira vez, as vendas de chicletes de bola – direcionados ao público infantil, como os da marca Bubaloo. Com isso, o segmento passa a representar 55% do volume da categoria. A tendência é de que essa participação cresça ainda mais, uma vez que no acumulado de 12 meses encerrados em julho deste ano, as vendas dos itens para adultos subiram 8,8%, enquanto os chicletes de bola registraram queda de 5,6%.
Um dos investimentos da Kraft para consolidar sua atuação junto ao público mais velho é uma ação para o Rock in Rio, na qual sorteará três viagens e mil ingressos para o evento.
Entre os fabricantes de caramelos, balas e pastilhas, a busca por contato com adolescentes e jovens adultos também é grande. Bom exemplo é a Perfetti Van Melle, da marca Mentos, que estreou uma campanha nas capitais nordestinas em que associa o sabor de seus produtos ao gosto do beijo. O segmento de balas, caramelos e pastilhas registrou faturamento de R$ 885 milhões em 2010.
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Comércio eletrônico cresce, mas logística ainda é entrave

Apenas na região metropolitana de São Paulo – maior mercado consumidor do País –, as vendas online cresceram 15,7% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2010. No mesmo intervalo de meses, as lojas físicas de todo o varejo da mesma região apresentaram alta bem mais modesta: 0,7%.
No entanto, é comum entre as empresas com operação de e-commerce queixas a respeito de problemas com as transportadoras, encarregadas de levar os itens adquiridos até a casa dos clientes. Segundo varejistas, essas empresas de transporte não têm conseguido acompanhar o crescimento do comércio eletrônico.
Para o Grupo Pão de Açúcar, uma alternativa para solucionar o problema seria a criação de uma linha de crédito no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para que as transportadoras invistam na expansão de sua capacidade.
Porém, para Maria Fernanda Hijjar, diretora de mercado do Illos (Instituto de Logística e Suply Chain), o comércio também é responsável. “O gargalo da logística não é um problema só das transportadoras. O varejista precisa realizar uma previsão correta de entregas e fechar com antecedência um contrato com as empresas de transporte, o que nem sempre acontece”, afirma.
Fonte: Brasil Econômico  

Salário ainda é principal motivo para executivo trocar de emprego

A possibilidade de encarar novos projetos e desafios pode até ser estimulante, mas, na maioria dos casos em que um executivo troca de emprego, o motivo principal é mesmo o salário. A constatação vem de uma pesquisa realizada pela Asap, consultoria de recrutamento e seleção de executivos de média gerência.
Do total de mil executivos ouvidos, 82,6% afirmam já ter recebido proposta para mudar de emprego. Mais da metade, porém, recusou a oferta. A razão? O salário estava abaixo das expectativas. Outro ponto observado por muitos foi o fato de o cargo não ter relação com seus objetivos profissionais.
Carina Budin, sócia-gerente da filial da consultoria em Campinas (SP), pondera que dinheiro é o mais importante nessa decisão, mas não o único fator considerado. “A remuneração ainda é decisiva no momento da mudança de emprego, mas não é a única coisa que motiva as pessoas. Não podemos excluir a importância de outros fatores, como possibilidade de ascensão na carreira e o desafio profissional”, afirma.
Fonte: Portal IG

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Rede mineira DMA interessa a Walmart e Cencosud

Com cerca de 90 lojas concentradas na Grande Belo Horizonte, a rede DMA, dona das bandeiras Epa e MartPlus, é a última grande empresa do setor em Minas Gerais que não pertence a nenhum dos grandes grupos varejistas presentes no País. A empresa, de propriedade da família Nogueira, registrou no ano passado faturamento de R$ 1,930 bilhões, o que a coloca na sétima posição do Ranking de Supermercados da Revista Supermercado Moderno. Walmart e Cencosud estariam interessados na aquisição da companhia, negócio avaliado em R$ 1,5 bilhão.
O Grupo Pão de Açúcar também teria sondado os proprietários a respeito de um possível acordo, mas fontes do mercado apontam que as conversas esfriaram.
Caso ocorra uma negociação com a Cencosud, será o segundo acordo importante do grupo em Minas Gerais. Por R$ 1,3 bilhão, os chilenos adquiriram no ano passado o controle do Bretas. No Brasil, o Cencosud também é dono do GBarbosa.    

Fonte: Supermercado Moderno, em 06/09.2011

PÃO DE AÇUCAR EM BUSCA DA EFICÊNCIA

Marcas Sendas e Comprebem são extintas pelo Pão de Açúcar

Por Redação SM - 06/09/2011
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As bandeiras Comprebem e Sendas não estampam mais a fachada de nenhuma loja no Brasil. O Grupo Pão de Açúcar concluiu a conversão de todas as 221 unidades das duas bandeiras, processo que durou um ano e meio e recebeu investimentos de R$ 230 milhões em valores aproximados.
A partir de agora, Extra, Pão de Açúcar e Assaí são as únicas marcas da empresa no varejo de alimentos, sendo a última dedicada à operação de atacarejo (ou cash & carry).
A maior parte das lojas foi convertida em Extra Supermercado, formato definido pela empresa para supermercados de vizinhança, que passa a contar com 204 unidades, sendo 188 fruto da conversão. O modelo está implantado nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará e privilegia os produtos perecíveis. Segundo a empresa, algumas lojas elevaram em 60% a comercialização de congelados após a mudança.
Outro resultado positivo da transformação de lojas antigas em Extra Supermercado aparece no setor de frutas, legumes e verduras, cujo espaço aumentou 20% em algumas unidades, o que ajudou a elevar as vendas em até 35%, segundo a empresa, que afirma ter contratado cerca de 4 mil funcionários para atuar nas lojas em reforma.
Além do formato de vizinhança, a marca Extra opera hipermercados, lojas de proximidade (Extra Fácil), além de outros negócios como drogarias e postos de combustível.
Matéria da edição: AGOSTO: Top Five
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