segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sócios minoritários vão à Justiça contra Grupo Pão de Açúcar

Duas entidades, que dizem representar grupo de acionistas minoritários do GPA (Grupo Pão de Açúcar), entraram com ação na Justiça de São Paulo contra a empresa, contra a rede francesa Casino e contra a família Diniz. Os argumentos dos acionistas é de que foram lesados pelo fracasso na tentativa de fusão de Pão de Açúcar e Carrefour, encerrada em julho passado,. Por isso, querem ser reparados pelo prejuízo. Diniz, GPA e Casino não comentaram o caso. No processo movido na Justiça, o minoritário é representado pela Apampa (associação de proteção coletiva dos acionistas minoritários e investidores do Pão de Açúcar), e pela Abrac (associação brasileira de defesa dos direitos e garantias fundamentais do cidadão), criada em 2009. Como o processo está sob segredo de Justiça, os advogados que representam esses minoritários e são fundadores das entidades que propuseram a ação, não detalham o total de minoritários representados. Informam que as associações não defendem interesse próprio, são entidades sem fins lucrativos e representam "todos os minoritários e todos os investidores do mercado de capitais, sejam associados ou não". Segundo informações do Jornal Folha de São Paulo, os documentos que mostram que a Apampa foi criada por nove pessoas - uma é acionista minoritária do GPA. Trata-se de Hamilton Prado Jr., investidor e ex-marido de Vera Diniz, irmã de Abilio Diniz. Os demais são advogados do escritório que defende os minoritários, parentes ou clientes. Há dois meses, quando tentou na Justiça ter acesso a estudos encomendados por Abilio para defender a união com o Carrefour, Prado Jr. declarou que era dono de cem ações do Grupo Pão de Açúcar, compradas em novembro de 2011, por R$ 4.344. Fonte: Folha de S. Paulo

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