Publicado no último domingo, 15/01, o principal relatório sobre o desempenho do setor de varejo no mundo destaca dois pontos principais: o crescimento do mercado – apesar da crise internacional – e os resultados positivos das varejistas de países emergentes.
A Deloitte Touche Tohmatsu Limited apontou que as 250 maiores varejistas do mundo registraram um aumento de vendas de 5,3% no exercício fiscal de 2010 (ano terminado em 30 de junho de 2011), de acordo com o relatório "2012 Global Powers of Retailing" (Potências Mundiais de Varejo em 2012).
Na pesquisa anterior, a alta nas vendas foi apenas de 1,2%, mas essa base de comparação fraca não é a explicação principal para a expansão verificada no ano passado.
O relatório também destaca um aumento de 3,8% no lucro líquido das redes no último ano fiscal, comparado com a alta de 3,1% no ano anterior. Apesar desse resultado, a pesquisa reforça que as varejistas continuam preocupadas com a deterioração da economia global. O estudo também destaca a melhoria nos indicadores das redes nos EUA, mas ressalta que a desaceleração no consumo da Europa deve continuar e, portanto, as cadeias terão uma "dura batalha" pela frente.
Já em relação ao Brasil, o Grupo Pão de Açúcar e a Lojas Americanas avançaram posições no ranking do setor. O GPA passou da 75ª colocação para a 45ª, em termos de vendas no período de julho de 2010 a junho de 2011. Pelos cálculos, o valor atingiu US$ 18,3 bilhões, e inclui os resultados de Casas Bahia, que passaram a fazer parte dos relatórios em 2010.
No Brasil, duas empresas são citadas de forma positiva: Grupo Pão de Açúcar e Lojas Americanas.
O GPA ultrapassou redes como a americana J.C Penney, as espanholas El Corte Inglés e Inditex (dona da Zara), a britânica Marks & Spencer e a sueca H&M.
Em relação a Lojas Americanas, a rede passou da 184ª colocação para a 158ª. O Walmart se mantém na primeira posição da lista geral, seguido pelo Carrefour. A rede britânica Tesco alcançou a terceira colocação ao ultrapassar a alemã Metro.
O percentual das vendas provenientes de mercados estrangeiros nas 250 varejistas passou de 22% (média) nos últimos dois anos para 25% no ano passado.
Fonte: Valor Econômico
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